segunda-feira, 9 de julho de 2012

Bazar "pague o quanto pode"

Grupo - Ana Oliveira, - Amanda Moura, - Bianca Arantes, - Giovanna Hespanhol, - Ihanna Barbosa, - Jonas Lírio, - Tatiane de Sousa, e - William Orima.

Uma república universitária

Revitalização do Vitória Régia

Grupo - Beatriz, Diego, Fabiane, Guilherme, Henrique, Mauricio

Os desafios para o jornalista "Foca"

A política industrial brasileira

Jornalismo especializado - Economia




O processo de desindustrialização é um fenômeno global. Após a queda do muro de Berlin, em 1989 e a conseqüente entrada da China e da Índia no mercado mundial, as empresas multinacionais viram nesses países um terreno fértil de mão-de-obra barata, leis trabalhistas frágeis e uma multidão de pessoas desesperadas por emprego. Com a implantação comercial da internet várias empresas migraram para esses países fechando fábricas no país de origem causando aumento na taxa de desemprego e aumentando os investimentos em transações no mercado de capitais. Esse é o caso do EUA que atualmente enfrentam uma crise econômica, iniciada em 2008 e que se alastrou pela Europa.

No Brasil, o processo industrial teve seu avanço com Getúlio Vargas, mas nunca atingiu seu potencial. Durante a ditadura militar a política monetária e tributária foi imposta pelos militares e inacreditavelmente reafirmada pela constituição de 1988. Perdeu-se àquela época a oportunidade de se fazer o Brasil um país competitivo no mercado internacional. A política econômica brasileira pune o investimento, a produção e o trabalho e privilegia o rentismo. A China entendeu o processo de desindustrialização e investiu por décadas no seu parque industrial e hoje influencia a economia brasileira.

O Brasil tem dois desafios importantes atualmente: crescer industrialmente em curto prazo e preparar o país para o futuro. Porém, crescer em curto prazo não é tarefa fácil, ainda mais sem as reformas tributárias. A Europa atravessa uma crise e a China invade o país com seus produtos manufaturados.
Quem paga a maior parte dessa fatura é a pequena e média empresa. Nilso Zanfolim, empresário do setor de produção de mármore é um exemplo desta realidade. Em entrevista ao Blog ele explicita seus principais obstáculos e a necessidade urgente de uma política econômica que fortaleça não só o consumo interno, mas também a produtividade e a capacidade industrial do país.

Entrevista com Nilso Zanfolin
Profissão: microempresário
Ramo de atividade: Marmoraria
Local da atividade: Fernandópolis/SP
Tempo da atividade: 4 anos





Blog - A capacidade industrial no Brasil vem caindo nos últimos anos. Em sua opinião, qual é o fator, ou fatores, que contribuem com essa queda?

NZ - Na minha ótica, poderíamos citar vários fatores, ente os quais: a proteção demasiada aos direitos trabalhistas, criando uma estrutura gigantesca sustentada pela força de trabalho no país, os tributos relativos à produção e a obrigatoriedade de manter a enorme estrutura estatal em um patamar quase insuportável. Com isso os produtos nacionais estão perdendo a competitividade, principalmente para os produtos chineses.

Estamos presenciando uma crise mundial na produção e comércio em virtude disso. Mas o fator mais contundente é a carga tributária, porque a estrutura estatal ganhou uma complexidade extensa demais, com salários altíssimos das pessoas envolvidas nessa estrutura, gastos enormes sem finalidade, moralidade e necessidade pública, não atendendo aos princípios da administração pública. Poderia citar alguns exemplos aqui como o Ministério das Cidades que enviam quantias enormes para essas festas de peão, construção de estádios como o Engenhão, para uma competição esportiva, sendo que o poder público cedeu em comodato ao Botafogo do RJ, construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014. Pergunta-se, quem está pagando essa conta? O Estado deveria se limitar a cuidar de suas obrigações sociais, direcionando-se os recursos à Educação, saúde e segurança, corrupção nos altos escalões, porque qualquer ministério que se investiga encontra falcatruas. Voltando à carga tributária, é inadmissível um cidadão ir a um posto de combustível e de cada cem reais, cinquenta e três é transferido para o governo. É o maior investimento que um governo pode fazer, e olha que se eu fosse governo cedia carro gratuitamente para quem quisesse, porque não existe um negócio melhor que esse.

Houve muitos erros ao longo das privatizações, porque o governo se desvencilhou das obrigações sociais e ficando somente com a fatia de tributação, sem riscos, é por isso que no nosso país está cada vez tudo mais caro o custo de vida. Parece que nossos governantes não conhecem a estória da galinha de ovos de ouro, porque estão sobrecarregando a força de trabalho que se resume na indústria brasileira, exemplo disso, na minha área de atividade comercial, o nosso país não produz mais porcelanatos, a Eliane, a Gyotoku, etc, importam da China porcelanatos prontos e com a marca da empresa aqui, porque não conseguem produzir no preço chinês.

Blog – As medidas do governo de aumento do crédito para pessoas físicas e empresas por meio da queda dos juros bancários podem reverter os problemas da indústria nacional?

 NZ - Acredito que seja uma falácia essas medidas, porque só estão combatendo efeitos e nunca as causas. Há empresários hoje que tem mais de três CNPJ, tudo para cobrir empréstimos, junto ao BNDS. Acredito que se realmente não encarar com seriedade, e parar de brincar de “fazer de conta”, haverá uma quebradeira geral no conhecido “efeito dominó”. Em síntese são medidas como “enxugar gelo”.

Blog – recentemente o governo lançou um pacote de estímulo para a industria desonerando a folha de pagamento de alguns setores e novas linhas de crédito no BNDS essas ações são suficientes para reverter a queda da capacidade de produção das indústrias?

NZ - Não acredito nessas medidas, porque não está se combatendo a causa de tudo. É uma medida paliativa que vai socorrer hoje, mas e amanha? Blog – Em sua opinião o que deveria ser feito para recuperar o setor industrial do país? NZ - Uma ampla reforma tributária pra começar, enxugar a máquina administrativa estatal em todos os setores, principalmente na área política.


Nilso Zanfolin no pátio de sua empresa de Marmoraria 

Índios: a vida na periferia

Reportagem por Willy Delvalle Edição e Cinegrafia por João Pedro. Grupo: Thales, Paulo, Lucas, Andrey, Rafael, Isabela, Julia, Heloísa, João Pedro e Willy.

Rugby em Bauru

Grupo: Pedro Salgado César Castro Tiago Pátaro João Victor Belline Higor Boconcelo José Guilherme Magalhães Renan Hass João Otávio Alves Thomas Joaquini

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